Os compassos amplos utilizados pela Todolivo permitem plantações mais sustentáveis, rentáveis e eficientes

Os compassos de plantação sofreram uma evolução, fruto da I+D+i e da vocação da Todolivo de tentar encontrar uma melhoria contínua do sistema.

Propiedade plantada em Sevilha a un compasso de 7×1,5m.

Há 19 anos, um agricultor de Sevilha pediu à Todolivo que lhe transformasse uma plantação de olival em copa que tinha três anos e meio de vida e um compasso de 7×6 m num Olival em Sebe. A empresa aceitou o desafio, considerando-o viável por se tratar de oliveiras jovens, e transformou-a em Olival em Sebe com um compasso de 7×1,5 m. Atualmente, ainda se podem distinguir, pela espessura dos troncos, as árvores mais antigas, as que têm mais três anos e meio.

A irrigação foi instalada com gotejadores de 2,3 litros/hora a cada 0,75 metros. O consumo médio de água por ano é de 1000 m3. A poda praticada a estas oliveiras é natural, simples e barata. Os custos de manutenção não excedem, neste caso, 1500 €/ha.

Este é o seu histórico de produção:

Na mesma exploração, dois anos depois, em 2001, a Todolivo plantou na secção número nove mais 40 hectares de Olival em Sebe, mas, desta vez, para um compasso mais estreito, de 4×1,35 m. Posteriormente, nos anos de 2002 e 2006, a plantação foi ampliada com outras duas secções da exploração, as 10 e 11, de 40 hectares cada, plantadas no mesmo compasso. A instalação de irrigação tem um sistema de gotejadores com goteiras de 2,3 litros/hora a cada 0,75 metros. O consumo médio de água por hectare e por ano, nestas três parcelas, é de 2227 m3. Os custos de manutenção nesta estrutura de plantação rondam os 2500 €/ha.

Estes são os históricos de produção destas parcelas da exploração localizada em Sevilha, plantadas em compasso de 4×1.35 m:

Como pode ser visto na tabela a seguir, a média de produção de kg de azeite virgem extra por hectare é um pouco maior nas parcelas com compasso estreito do que na parcela 1 de compasso amplo. Especificamente, a secção 9 excede a secção 1 em 223 kg/ha; a secção 10, em 277 e, finalmente, a secção 11, em 157 kg/ha.

Se se fizer a média do azeite virgem extra por hectare produzido nas parcelas 9, 10 e 11 e se comparar com a produção obtida na parcela 1, observa-se como estas produziram cerca de 219 kg mais de AVE/ha.

Ora, se analisarmos o custo do investimento numa e nas outras parcelas, verificamos que nas que têm compasso estreito (4×1,35 m) o custo de implantação necessário para realizar a plantação de Olival em Sebe foi 94% superior à do compasso amplo (7×1,5 m).

Esta grande diferença deve-se ao facto de o compasso estreito quase duplicar o número de árvores por hectare (1851 árvores/ha), em comparação com o compasso amplo (952 árvores/ha), o que encarece de modo notório o investimento realizado.

Quanto aos custos de manutenção, na plantação de compasso amplo não ultrapassam os 1500 €/ha e, no entanto, nas de compasso estreito, situam-se em torno dos 2500 €. Ou seja, custam mais 1000 € por hectare. Essa diferença deve-se principalmente ao facto de as parcelas com compassos estreitos apresentarem maior número de linhas e densidade de árvores por hectare, o que exige maior consumo de água, custo de poda e colheita, bem como maior número de tratamentos fitossanitários, porque a sebe recebe pouca iluminação e menos arejamento e, portanto, requer um maior número de tratamentos.

Como se repercute tudo isto nos lucros e na rentabilidade? Vale a pena fazer um maior investimento e ter mais custos de manutenção para produzir mais 219 kg de azeite?

Para responder a estas questões, é necessário calcular primeiro o lucro e a rentabilidade obtidos em cada uma das parcelas. Para o seu cálculo, foi estimado um preço de venda do azeite virgem extra de 3,75 €/kg. Se o preço fosse menor, a diferença seria ainda maior em favor dos compassos amplos.

Uma vez efetuados os cálculos e completada tabela, podemos verificar que o lucro obtido na parcela com compasso amplo é superior em 179 € ao lucro médio nas outras três parcelas com compasso estreito.

Se analisarmos a rentabilidade depois de recuperado o investimento, observa-se que a parcela mais rentável é a 1, com 70%, contra 57% de média obtida nas restantes. Isto indica que é na parcela de compasso amplo que se consegue tirar melhor partido do investimento e que se precisa de uma quantidade menor de dinheiro para se obter um lucro maior.

Essa maior rentabilidade vê-se também refletida no custo unitário. Na tabela pode observar-se que é na parcela com compasso amplo que se consegue uma maior eficiência produtiva, pois permite produzir um kg de azeite virgem extra a um custo de 1,11 €, em comparação com as restantes parcelas, que o fazem entre 1,59 € e 1,66 €.

 

Em resumo:

  • O compasso estreito de 4×1,35 m permite produzir uma média de mais 219 kg de azeite virgem extra por hectare.
  • O compasso de 7×1,5 m de largura requer 94% menos custo de investimento e 1000 € a menos de custos de manutenção por hectare.
  • Assumindo que o preço do AVE seja de 3,75 €/kg, e tendo em conta a produção média de todos estes anos, o agricultor obtém com o compasso amplo um lucro de mais de 179 €/ha em relação ao compasso estreito.
  • O compasso amplo permitiu produzir azeite virgem extra de uma forma mais eficiente, uma vez que, tendo como referência a média de todas as campanhas, conseguiu fazê-lo a um custo de 1,11 €/kg em comparação com 1,59 €/kg conseguidos com o compasso estreito.

Conclusões

Neste estudo foi possível constatar que com os compassos amplos se consegue um melhor aproveitamento da luz, podendo-se praticar na sebe a poda natural, diminuir os custos de investimento e manutenção e alcançar uma maior eficiência produtiva, tornando este sistema de cultivo o mais sustentável e rentável.

Embora neste artigo tenha sido utilizado como exemplo de compasso amplo o de 7×1,5 m devido à antiguidade e às séries históricas de produções que existem e à possibilidade de poder compará-lo com o compasso estreito de 4×1,35 m existente na mesma exploração, a Todolivo mantém que não existe um compasso concreto que seja válido e corra bem para todas as explorações, mas que cada uma, dependendo das suas próprias circunstâncias, terá o seu próprio compasso ou compassos apropriados. De facto, a empresa de Córdova tem muitas outras variantes com as quais tem vindo a trabalhar, que são mais produtivas e rentáveis e que são o resultado da investigação que vem desenvolvendo desde há 20 anos.

Atualmente, os compassos de irrigação mais utilizados pela empresa têm vias de 5 a 6 metros e na linha também estão a ser ampliadas as distâncias entre as árvores, para que possam desenvolver-se de modo natural e poder aplicar-se essa poda tão produtiva e económica que tem realizado com tanto sucesso no olival em sebe. É certo que, ao ampliar-se a distância entre linhas se penaliza a produção da primeira colheita; mas, a partir da segunda, depois de formada a linha, conseguem-se produções de azeite semelhantes às de um compasso estreito, só que de modo mais eficiente e lucrativo.

Qual é o compasso ideal?

Para definir o compasso ideal em cada plantação, o departamento técnico da Todolivo realiza, primeiro, um teste de aptidão exaustivo do terreno, em que são tidas em conta tanto as características agroclimáticas da propriedade, a inclinação e a orientação das parcelas, como as variedades a plantar, dado que estas têm uma grande influência na escolha do compasso.

Hoje, a Todolivo continua a investigar e dispõe de uma grande equipa com 110 trabalhadores e 15 engenheiros agrónomos especializados em Olival em Sebe, com a formação e a experiência necessárias para ajudar cada agricultor a encontrar na sua exploração o compasso ou os compassos mais adequados, bem como as variedades mais recomendadas para plantar nele.

Como exemplo desta personalização, mostra-se em seguida o histórico de produção de três explorações de Olival em Sebe de regadio plantadas com diferentes compassos:

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